quarta-feira, 2 de julho de 2014

Os contos

Os contos transmitem a visão cultural da humanidade, estabelecendo uma relação entre o homem e a natureza, estimulando a fantasia. Mesmo com as tecnologias existentes para entretenimento, como computadores, vídeo, cinema é necessário trabalhar o contar histórias como um ato lúdico, de interação entre o contador e o ouvinte. Contar histórias é uma das formas mais usadas de comunicação.

receita da plasticina caseira!



Tenho recebido dezenas de mensagens a pedir a receita da plasticina caseira e com a pergunta "funciona mesmo?".
A resposta é SIM! funciona mesmo, a textura é idêntica à da plasticina um pouco mais aveludada.


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 * 2 copos de farinha ( eu uso a que tiver em casa, se tiver com fermento uso essa, se tiver sem fermento uso também...a qualidade não é importante aqui)

*1 copo mal cheio de sal grosso.

*1 copo com água morna.

* 2 colheres de óleo vegetal

* 2 colheres de cremor tártaro ( compra-se facilmente nas farmácias, um frasco custa cerca de 7euros mas dura para um ano inteiro de plasticina!)

* Para dar cor:
- se as crianças ai de casa já forem crescidotas podem usar umas gotinhas de guache para dar cor, se a criança for pequena e ainda estiver na fase de meter tudo à boca utilize corante alimentar!
Na imagem usei guache para a plasticina amarela e corante alimentar para a encarnada..

Coloque todos os ingredientes numa panela, e com a colher de pau vá mexendo até obter uma mistura homogénea.  Leve a lume brando sem parar de mexer. A mistura vai ganhando a consistência da plasticina ao mesmo tempo que se vai agarrando à colher formando uma bola.
Quando toda a massa já estiver transformada em plasticina, retire a da panela e deixe arrefecer.

Como podem ver na imagem, esta receita dá para uma grande bola de plasticina, e é mesmo essa uma das vantagens de fazer plasticina em casa...as grandes quantidades!

Depois da criança brincar, envolva a plasticina em película transparente e guarde no frigorífico, se tiver este cuidado a plasticina dura imenso tempo e resiste a muitas tardes de brincadeiras.

* esta é uma das muitas receitas que pode encontrar aqui:

AMOR NOS OLHOS DE UMA CRIANÇA

terça-feira, 1 de julho de 2014

ao andar...




Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Antonio Machado/Alberto Ruggieri

O poema completo que nos serve de mote, aqui na Andante, desde o princípio:

Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.

A tradução é de José Bento.

11 coisas que precisamos ensinar para nossos filhos

11 coisas que precisamos ensinar para nossos filhos

Num mundo cheio de caminhos desconhecidos, os pais têm a responsabilidade de nortear o filho com bons valores. Veja aqui 11 coisas que podem ajudar no crescimento dele.

Caroline Canazart

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  • Junto com o nascimento de um filho vem uma grande carga de responsabilidade. Quando o bebê é ainda bem pequeno, os pais precisam estar sempre atentos se ele não está com frio, com calor, com fome, com febre, com cólica... Existe uma dependência total. À medida que cresce, além dessas responsabilidades, têm que garantir que a criança não vá colocar o dedo na tomada, engolir uma tampa de caneta ou bater com a cabeça no chão. Chega um momento que o pai e a mãe percebem que o filho já entende o significado de um “não” ou de um “pode pegar” e que aquele ser tão pequeno já copia alguns hábitos da mãe em casa. Então, se alguns pais ainda não tinham pensado na questão, o momento da grande pergunta chega: o que vou ensinar para que o meu filho se torne um bom homem ou mulher, um bom cidadão ou cidadã?
    Parafraseando um especialista familiar, Thomas S. Monson, estamos em um mundo onde a bússola moral das multidões desviou-se gradualmente para uma posição em que ‘quase tudo é permitido’. E é nesse contexto que os pais se tornam a principal fonte de ensinamento, o norte para que os filhos possam ser influenciados positivamente na sociedade atual.

    1 - A família é a base de tudo

    Deixe-o saber que pode contar com o pai e a mãe. Demonstre confiança e amor diariamente. Assim vai saber onde procurar quando estiver passando por um momento difícil, sem se importar se for adolescente ou adulto.

    2 - Falar “eu te amo” para os pais e irmãos

    Fale primeiro para ele. É assim que ensinamos nossos filhos.

    3 - Saber dividir os brinquedos

    Começa pelos brinquedos e vai para a vida toda. Ele vai ser tornar menos . Incentive seu filho a trocar o brinquedo com outra criança durante as brincadeiras.

    4 - Não falar palavrões

    Só porque ele é menino não significa que precise falar palavrão. Esse tipo de palavra transforma o ambiente e pode magoar quem escuta.

    5 - Respeitar os professores

    Eles são nossos mestres. Esse ensinamento precisa acontecer quando ele ainda for bem pequeno para que se torne algo natural.

    6 - Respeitar os mais velhos

    Não tem coisa pior do que ver criança, jovem ou adulto destratar idosos. Não permita que seu filho faça isso. Deixe que ele seja próximo dos avôs e avós para que nasça um amor verdadeiro entre eles. As melhores tardes de domingo da vida do seu filho serão em companhia dos avós, ouvindo as velhas histórias.

    7 - Servir ao próximo

    Saber perceber a necessidade de outros e agir é uma dádiva. Além disso, ajudar outra pessoa diminui o peso dos nossos problemas.

    8 - Ser gentil

    Bom dia, boa tarde, boa noite, obrigado, por favor, com licença são palavrinhas mágicas que estão sumindo do vocabulário dos jovens. A vida vai se tornar mais difícil sem elas.

    9 - Não se achar melhor que os outros

    Ninguém é. Não existe motivo para que ele pense que poderá ser; nem raça, cor, religião ou classe social.

    10 - Ser humilde

    Humildade não está relacionada à classe social e sim ao fato de aceitar correção ou até mesmo buscar por ela. Aceitar isso dos pais, professores, do chefe...

    11 - Ajudar a mãe nos afazeres de casa

    Isso não é coisa de meninas. Os meninos também podem e devem auxiliar nas tarefas de casa. Além do mais, vai ajudar muito na harmonia do futuro casamento dele.
    Não esqueça que os filhos são um reflexo dos pais. Não existe modo melhor de ensinar uma criança do que sendo o exemplo vivo para ela.

PINTURA

O poder simbólico dos professores

Editorial

Editorial
O poder simbólico dos professores
RUIVO2012.jpgCom o lento passar do tempo e da memória colectiva, gerações após gerações os professores ajudaram a elaborar a imagem social de uma profissão de dádiva absoluta e incontestável entrega.
O poder simbólico da actividade docente leva a que os professores sintam sobre os seus ombros a utópica tarefa de mudar, para melhor, o mundo; de traçar os novos caminhos do futuro e de preparar todos e cada um para que aí, nesse desconhecido vindouro, venham a ser cidadãos de corpo inteiro e, simultaneamente, mulheres e homens felizes. É obra!
Ao mesmo tempo que a humanidade construiu uma sociedade altamente dependente de tecnologias dominadoras, transferiu da religião para a escola a ingénua crença de que o professor, por si só, pode miraculosamente desenvolver os eleitos, incluir os excluídos, saciar os insatisfeitos, motivar os desalentados e devolvê-los à sociedade, sãos e salvos, com certificação de qualidade e garantia perpétua de actualização permanente.
O emergir da sociedade do conhecimento acentuou muitas assimetrias sociais. Cada vez é maior o fosso entre os que tudo têm e os que lutam para ter algum; entre os que participam e os que são marginalizados e impedidos de cooperar; entre os que protagonizam e os que se limitam a aplaudir; entre os literatos dos múltiplos códigos e os que nem têm acesso à informação.
E é este mundo de desigualdades que exige à escola e ao professor a tarefa alquimista de homogeneizar as diferenças.
Os professores podem e estão habituados a fazer muito e bem. Têm sido os líderes das forças de sinergia que mantêm os sistemas sociais e económicos em equilíbrio dinâmico. São eles que, no silêncio de cada dia, e sem invocar méritos desnecessários, evitam que muitas famílias se disfuncionalizem, que as sociedades se desagreguem, que os estados se desestruturem, que as religiões se corroam.
Mas não podem fazer tudo. Melhor diríamos: é injusto que se lhes peça que façam ainda mais.
Particularmente quando quem o solicita sabe, melhor que ninguém, que se falseia quando se tenta culpabilizar a escola e os professores pelos mais variados incumprimentos imputáveis à sistemática incompetência dos ministros, do demissionismo e laxismo das famílias, da sociedade e do próprio Estado tutelar.
É bom que se repita: os professores, por mais que se deseje, infelizmente não têm esse poder extraordinário. Dizemos infelizmente porque, se por feitiço o tivessem, nunca tamanho domínio estaria em tão boas e competentes mãos.
E é precisamente porque nunca foram tocados por qualquer força sobrenatural que os professores, como qualquer outro profissional, também estão sujeitos à erosão das suas competências; que, como qualquer técnico altamente qualificado, eles também necessitam de actualização permanente. E é por isso mesmo que os docentes reclamam uma avaliação justa do seu esforço profissional.
Todas as escolas preparam impreparados. Até as que formam professores. Sempre foi assim e, daí, nunca veio mal ao mundo. É a sequência e a consequência da evolução dialéctica das sociedades e das mentalidades.
Por isso, centrar a discussão no excesso de escolas e de professores, como se tal fosse estigma exclusivo desta classe e justificasse as perversas iniciativas ministeriais de despedimentos colectivos, traduz uma inqualificável atitude de desprezo da tutela pela verdade e pela busca de soluções credíveis e partilhadas.
Admitir que a escola pode resolver todos os problemas e contradições da sociedade, resulta em transformá-la em vítima evidente do seu próprio progresso.
Os docentes não podem solucionar a totalidade dos problemas com que se confrontam as sociedades contemporâneas, sobretudo se não tiverem o incondicional apoio do Estado, das famílias e das instituições sociais que envolvem a comunidade escolar.
Os professores não têm o poder de operar prodígios. São profissionais, de corpo inteiro e altamente qualificados.
A nossa sociedade não se pode dar ao luxo de os deixar, parados, no desemprego, mesmo que encapotado.
No estádio de desenvolvimento de Portugal, face aos seus parceiros europeus, é preciso que se diga e repita todos os dias que não temos professores e escolas a mais.
Por tudo isso, por favor não os obriguem a ser mais do que são, ou nunca serão o que o futuro lhes exige que venham a ser.


João Ruivo
ruivo@rvj.pt